quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Produtores de arroz voltam-se ao plantio e mercado segue lento

           As negociações envolvendo arroz em casca seguem em ritmo lento no Rio Grande do Sul. Com o clima favorável, produtores gaúchos estão voltados para o plantio. Segundo pesquisadores do Cepea, os poucos vendedores ativos são os que precisam “fazer caixa”, devido à necessidade de cumprir pagamentos de insumos para a nova safra e/ou custeio da safra 2012/13, mas, ainda assim, estão firmes nos preços pedidos.
Do lado comprador, no início da semana passada, beneficiadoras ofertaram preços menores, especialmente nas regiões da Depressão Central e na Zona Sul. Já no meio da semana, algumas indústrias consultadas pelo Cepea tiveram que retornar ao preço original para conseguir fechar negócios. Entre 15 e 22 de outubro, o Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros) permaneceu praticamente estável, com ligeira queda de 0,02%, fechando a R$ 33,62/saca de 50 kg na terça-feira, 22. Na parcial de outubro, o Indicador do Arroz acumula perda de 0,94.

Fonte: Cepea/Esalq

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Quem pode utilizar a Agricultura de Precisão?



É importante não esquecer que o sistema da Agricultura de Precisão só funciona se houver quem saiba fazer o sistema funcionar e o sistema só funciona com dedicação e organização, especialmente no que diz respeito aos dados gerados que devem ser rigorosamente analisados e armazenados. Essa é a tarefa que poucos agricultores se dão ao luxo de fazer e nesses casos a solução é ir em busca de quem sabe e pode ajudar.
O tamanho da propriedade ou das áreas não é o mais relevante. Desde que se possa amortizar o valor dos equipamentos, tê-los na fazenda é sempre mais recomendável. Mas a terceirização da aplicação dos produtos em taxa variável também é uma opção, se houver esse tipo de serviço na região.
Para o caso de não se ter nem um e nem outro, ainda resta a opção da aplicação de calcário e adubos por zonas previamente demarcadas na lavoura. Nesse caso a aplicação não vai ficar tão bem distribuída porque serão aplicadas doses constantes dentro de cada zona e tem que haver nova regulagem para cada uma. Esse é o papel do controlador eletrônico que automatiza todo esse processo.


GPS, barra-de-luz e piloto automático

O maior impulso que a Agricultura de Precisão teve, sem dúvida, foi com o surgimento do GPS, que, com a existência do GLONASS (Rússia) e o anúncio de outros sistemas como o Galileo (União Européia) e Compass (China), dão origem à sigla GNSS ou Sistemas de Navegação Global por Satélites. Os primeiros usuários de tecnologia GPS na agricultura brasileira não foram especificamente para AP, mas sim na aviação agrícola, a partir de 1995. Nessa época, a única maneira de poder utilizar GPS era com alguma forma efetiva e prática de correção diferencial em tempo real. Esse sinal era suprido pelos próprios usuários a partir de estações temporariamente estacionárias, equipadas com rádio transmissor e em 1997 surgiram os serviços de correção via satélite, com sinal pago.
Os dispositivos popularmente conhecidos como “barra de luz” tiveram inicialmente grande expansão na aviação agrícola e depois na pulverização terrestre e hoje são largamente utilizados para direcionamento em passadas paralelas em várias operações que não exigem precisão com erros menores que 0,3 m entre passadas. Tais dispositivos, para oferecer essa precisão, exigem um receptor de GPS com boa especificação, normalmente não compatível com aqueles que equipam os controladores de taxa variável, por exemplo. A evolução natural para a orientação em faixas paralelas com as “barras de luz” deu origem aos sistemas de auto-esterçamento ou piloto automático. Estudos sobre veículos autônomos agrícolas, principalmente relacionados ao desenvolvimento do sistema de piloto automático surgiram no início de 1960, apesar disso, apenas mais recentemente eles têm sido desenvolvidos com sucesso.
O sistema de auto-esterçamento propicia aumento da capacidade de cultivar mais áreas com o mesmo maquinário em razão do aumento do número de horas trabalhadas devido ao menor cansaço, à maior velocidade alcançada e à redução da sobreposição. Também permite praticar o controle de tráfego das operações em campo, que é a organização e controle criterioso das passadas de máquinas sobre o solo das lavouras de forma organizada para minimizar a compactação, concentrando-a em locais que podem depois ser manejados localizadamente. Essa automação, ligada à orientação e auto-esterçamento de veículos tem um significado muito expressivo para a agricultura porque provavelmente marca o início de uma jornada que não se sabe exatamente onde vai chegar, mas certamente vai fomentar definitivamente a robótica aplicada à agricultura.


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

sábado, 12 de outubro de 2013

80ª Farm Show Dom Pedrito tem boas perspectivas de negócios

Parque de Exposições Juventino Corrêa de Moura
A 80ª Exposição Agropecuária de Dom Pedrito – Farm Show iniciará no dia 23 de outubro no Parque de Exposições Juventino Corrêa de Moura, em uma realização do Sindicato Rural do município. O evento é realizado todos os anos no último final de semana do mês de outubro e é conhecido tradicionalmente pela qualidade dos leilões realizados.
          Nesta edição, segundo informações do presidente do Sindicato Rural, José Roberto Pires Weber, a feira terá uma oferta total de 200 touros e 60 fêmeas, divididos em quatro remates e com garantia de crédito de bancos públicos e privados.
De acordo com dados da comissão organizadora, em 2012 os negócios realizados contabilizaram mais de R$ 2,7 milhões somente com a venda de animais. Já em relação ao público, tem-se a estimativa de que mais de 20 mil pessoas percorreram a feira durante os cinco dias da edição anterior, entre expositores, patrocinadores e visitantes. Neste ano, a Farm Show conta também com feira da indústria e comércio, com exposição das principais empresas relacionadas ao agronegócio da região, além de praça de alimentação, shows artísticos, espaços culturais e históricos.


Evento: 80ª Exposição Agropecuária de Dom Pedrito – Farm Show
Descrição: Feira, remates, julgamento, seminário, painés, entre outras atrações.
Data de início: 23/10/2013
Data de encerramento: 27/10/2013
Local do evento: Parque de Exposições Juventino Corrêa de Moura
Horário do evento: 8h às 24h
Quem Promove: Sindicato Rural
Cidade do Evento: Dom Pedrito/RS
Site do Evento: http://www.sindicatoruraldp.com.br
Telefone para contato: (53) 3243-3378
E-mail de contato: atendimento@sindicatoruraldp.com.br

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Embaixador confirma participação da Nigéria na Expodireto


Em reunião com a direção, superintendentes e gerentes da Cotrijal, o embaixador da Nigéria no Brasil, Vincent A. Okoedion, e a embaixatriz Precious Blossom Okoedion, confirmaram a presença do governo e de empresas de seu país na Expodireto Cotrijal 2014. Eles vieram a Não-Me-Toque acompanhados do coordenador da Área Internacional na Expodireto Cotrijal, Evaldo Silva Júnior.
Okoedion conheceu a feira em 2013 e se impressionou com as oportunidades que ela oferece e também com o desenvolvimento tecnológico da região. Além de confirmar a participação na edição de 2014, o embaixador aproveitou para informar que a Nigéria está em busca de parcerias que possam ajudar a desenvolver o setor agropecuário de seu país, que apresenta grande potencial, mas carece de tecnologias.
Localizada na região Ocidental da África, e Nigéria tem 170 milhões de habitantes e é grande consumidora de arroz e frango, gastando US$ 11 bilhões por ano para importar alimentos porque não consegue aproveitar de forma eficiente sua ampla área agricultável. O embaixador Okoedion revela que o governo nigeriano oferece facilidades para empresários e produtores que queiram investir em seu país.
Antes de se reunir com a direção da Cotrijal, ele participou de uma reunião de núcleo do Projeto Participação em Família da Cotrijal, em Santo Antônio do Planalto, e convidou os produtores a visitarem seu país para conhecer o potencial da agricultura nigeriana.
O presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, agradeceu a visita e a confirmação da participação na Expodireto 2014. Como a Nigéria é grande importadora de alimentos, ressaltou interesse em estreitar parceria para viabilizar negócios no futuro.

Fonte: Cotrijal

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Robô criado pela Embrapa monitora as plantações e evita desperdícios

         A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de São Carlos (SP) apresentou as novas tecnologias desenvolvidas pelo primeiro laboratório de agricultura de precisão do país, inaugurado nesta sexta-feira (20). A central custou R$ 7 milhões e os protótipos de alta tecnologia podem ajudar a reduzir o desperdício de adubos e defensivos, além de analisar a qualidade do que é produzido no campo.
Um dos produtos apresentados é o robô móvel agrícola, um equipamento movido a diesel com mais de três toneladas e que custou R$ 1 milhão. A máquina poderá ser utilizada para fazer um verdadeiro 'raio-x' das plantações. O robô é acionado à distância pelo computador na hora, mas os comandos também podem ser definidos antes.
O protótipo vai reunir sensores e câmeras para mapear as áreas e, com isso, identificar as necessidades do solo e das plantas. Uma das dificuldades dos agricultores é saber exatamente onde estão os problemas na lavoura e a falta de informações precisas pode fazer com que eles tomem medidas erradas, perdendo dinheiro.
“Seria como um check-up da lavoura, então encontrar alguma área com anomalias ou algum problema são propriedades que a agronomia interessa para garantir a produtividade”, comentou o coordenador de agricultura de precisão da Embrapa, Ricardo Ianamasu.
O mapeamento ainda pode ser feito do alto, com um mini-helicóptero de seis hélices, que fica a até 150 metros de altura. Os comandos também são acionados pelo computador.
O robô é uma parceria com Embrapa, Universidade de São Paulo (USP) e uma empresa privada. A máquina foi desenvolvida para grandes plantações, mas a ideia é adaptar os sensores também para pequenas propriedades. “É pegar o sensor e colocar na máquina que o pequeno produtor usa para auxiliar na guiagem, um trato, por exemplo”, explicou o engenheiro da USP, Arthur Porto.
O produtor rural Flávio Marchesin foi conhecer o equipamento e se interessou pelas novidades que pode ter em sua pequena propriedade. Ele planta 15 tipos de verduras e legumes e para manter a qualidade ele usa 720 quilos de adubo por mês, mas não sabe se a quantidade é a ideal. “O desafio é grande porque a gente não tem o equipamento na propriedade que consiga medir os nutrientes que já estão no solo, a gente não sabe se tá usando produto a mais do que era preciso, poderia estar jogando dinheiro fora sem saber”, disse.

Outras informações sobre o laboratório de precisão da Embrapa podem ser obtidas pelo telefone (16) 2107-2901.

Fonte: G1